terça-feira, 30 de junho de 2026

Soneto II

 


Asas da Palavra


É o poetizar da alma que me acalma,

mantendo em mim a paz e a lucidez;

nas horas em que a dor se faz talvez,

renova a fé que habita a minha alma.


Felicidade, embora tarde, vem;

o vento a traz em doce singeleza;

nas asas da poesia, com leveza,

floresce o bem que o coração contém.


É o poetizar que à vida dá sentido,

conduz-nos ao sonhar, de luz vestido,

onde o amor jamais conhece o fim.


E, se sonhar nos é sempre permitido,

viver será mais pleno e colorido:

a liberdade florescerá em mim.


Frangriot

(Cultivador de Miudezas Poéticas)

28/ago/2021

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